sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Seminário reúne especialistas em mobilidade a pé


A cidade de São Paulo está sediando o Seminário Internacional Cidades a Pé, organizado pela Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP) em parceria com o Banco Mundial. O evento, pioneiro e inédito no País, acontece no Instituto Tomie Ohtake, de 25 a 28/11, reunindo especialistas em mobilidade não-motorizada como os ex-funcionários da CET São Paulo, Meli Malatesta e Luís Carlos Néspoli, além do atual diretor de Planejamento e Educação de Trânsito da Companhia, o arquiteto e urbanista Tadeu Leite Duarte. Junto com outros engajados no tema, eles discutem uma pauta urgente do mundo contemporâneo: a importância do caminhar nas cidades.

Malatesta trabalhou 35 anos na Companhia de Engenharia de Tráfego, com Mobilidade a Pé e Mobilidade Cicloviária, enquanto Néspoli – que hoje é superintendente da ANTP – foi gerente de Educação de Trânsito na mesma empresa.



Dividido em painéis, oficinas temáticas e complementado por uma intensa programação artística paralela, o Seminário Cidades a Pé mostra tanto o panorama das metópoles que se desenvolveram de forma a dificultar o andar a pé quanto, por outro lado e numa análise contraposta, as iniciativas, políticas públicas e estudos que estão invertendo a lógica dos espaços urbanos ao promover cidades mais caminháveis.

No dia 26/11, a conferência contou com a presença do secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto. Em sua fala, ele ressaltou ser necessário qualificar o espaço público, “arrumando as praças, incentivando os artistas de rua e, principalmente, privilegiar o transporte público por meio de modais que garantam uma maior flexibilidade para o pedestre”.

A capital paulista, aliás, tem se mostrado bom exemplo de mobilidade urbana sustentável. Nos últimos dois anos, vem investindo pesado na questão de democratizar o uso do seu sistema viário, priorizando a implantação de faixas exclusivas de ônibus e mais ciclovias, sem esquecer de executar projetos de segurança para atender às necessidades dos mais vulneráveis no trânsito - os pedestres, ciclistas e, também, os motociclistas. Iniciativas como as faixas de travessia em diagonal e o Projeto Frente Segura vêm ao encontro dessa política.  

Para mais informações sobre o Cidades a Pé, acesse o site oficial do evento.

Fotos: Sidnei Santos

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