terça-feira, 8 de setembro de 2015

Recuperação de placas de trânsito gera economia de quase 60%

Trabalho de reciclagem da sinalização, realizado pela CET em oficina na Barra Funda, fez com que, em dois anos, o município investisse R$ 136 mil em 4.230 placas. Se adquiridas novas, mesma quantidade de placas sairia por mais de R$ 361,5 mil

O trabalho de recuperação de placas e materiais de sinalização de trânsito, feito pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), resultou em uma economia de quase 60% aos cofres municipais em um ano e oito meses.

Durante todo o ano passado e nos oito primeiros meses de 2015, a oficina da companhia na Barra Funda, na zona oeste, recuperou 4.230 placas, sendo 3.253 de 0,5 metro e 973 de 0,75 metro, com total investido de cerca de R$ 136,1 mil. Cada placa de 0,5 metro foi recuperada por R$ 22,42; e as de 0,75 metro, por R$ 61,94. Se a Prefeitura tivesse adquirido essa quantidade em placas novas, o investimento em um ano e oito meses seria superior a R$ 361,5 mil, uma diferença de R$ 225,4 mil. O valor unitário de uma nova placa, corrigido, está em R$ 34 na de 0,5 m, e em R$ 76 na de 0,75 m. Além disso, a oficina recuperou ainda 16.416 placas de advertências em todo o ano de 2014 e 9.906 nos oito primeiros meses de 2015.

A recuperação de materiais de sinalização é feito pelo Departamento de Engenharia de Gestão de Materiais de Campo (DEG), ligado à Gerencia de Engenharia e de Padronização de Projetos (GPS), que utiliza dois processos diferentes na confecção das novas placas. Em um deles, as placas pintadas, que não são mais utilizadas por terem uma vida útil menor, são retiradas das ruas quando perdem a utilidade ou a informação gravada nelas está defasada. Depois, são lixadas e lavadas. Com a placa limpa, uma película adesiva é cortada e colada na placa, deixando-a pronta para voltar à rua. Em outro processo, chamado película adesiva-silkscreen, a lógica é a mesma, só que a película adesiva, neste caso, serve apenas como fundo, e a nova informação é impressa na placa em silkscreen.

Ou veja as fotos no Flickr da CET

Das 2.195 placas instaladas desde 20 de julho, quando cerca de 200 quilômetros de vias tiveram a sinalização alterada por conta da redução da velocidade máxima, 572 (mais de 26% do total) foram implementadas por equipe própria da CET, gerando ainda mais economia. Entre os locais que receberam essas placas estão o Elevado Presidente Costa e Silva (Minhocão), com 14 unidades, a avenida Vereador José Diniz, com 64, a avenida Guarapiranga, com 38, e a Estrada do M’Boi Mirim, com 40 placas.

As outras 1.623 placas foram instaladas por consórcios privados. Até agora, a Prefeitura investiu cerca de R$ 1 milhão na renovação de sinalização nos 200 quilômetros de vias que tiveram redução na velocidade máxima. Dentro do custo total, além das próprias placas, que possuem tamanhos diversos, estão incluídos suportes, colunas e adesivos. Os valores variam de acordo com os itens que são utilizados em cada trecho.

Redução de acidentes

A redução da velocidade máxima nas marginais Tietê e Pinheiros, duas das vias que receberam nova sinalização, resultou na diminuição do número de acidentes e dos índices de lentidão. Dados preliminares divulgados pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) apontam que, nas seis semanas após a implementação da medida (de 20 de julho a 30 de agosto), os acidentes com vítimas (mortos e feridos) nas marginais caíram 27% em relação ao mesmo período de 2014. O número de ocorrências passou de 159 para 116.

A extensão da lentidão nas duas Marginais teve redução média de 12% em relação a 2014. A maior queda, de 22%, se deu no pico da tarde - passou de 48,8 quilômetros para 38,1 quilômetros. No pico da manhã, a queda foi de 8%, de 20,9 quilômetros para 19,3 quilômetros. Na cidade inteira, a redução média do congestionamento foi de 7%, com destaque para o pico da tarde, cuja extensão caiu 19% -passou de 125,9 quilômetros para 101,9 quilômetros.

O relatório elaborado pela CET apontou também uma queda de 15% do número de acidentes sem vítimas nas Marginais Tietê e Pinheiros, que passaram de 373 para 317 ocorrências. Os acidentes fatais caíram 50% nas seis semanas analisadas, na comparação com o mesmo período de 2014.

Programa de Proteção a Vida

A redução de velocidade máxima nas vias da capital está inserida no Programa de Proteção à Vida (PPV), iniciado em 2013. No ano passado, a redução do limite de velocidade foi implementada em 61 quilômetros de ruas e avenidas da cidade.

A comunicação para avisar os motoristas sobre as alterações tem sido realizada com no mínimo três dias de antecedência, por meio de sinalização viária nos locais onde haverá diminuição, informações na página da CET na internet e pelo envio de dados aos veículos de comunicação.

O Programa de Proteção à Vida visa à redução de acidentes e atropelamentos na cidade, ampliado uma série de ações para segurança de todos os agentes do trânsito, especialmente os pedestres, e inclui várias frentes como o "CET no Seu Bairro", a implantação de "Áreas 40", da "Frente Segura" (bolsões de parada junto aos semáforos para motociclistas e bicicletas), das faixas de pedestres diagonais em cruzamentos de grande movimento e da redução de velocidade máxima para o padrão de 50 km/h nas vias arteriais. Com isso, pretende-se melhorar a segurança dos usuários do sistema viário, buscando a convivência pacífica entre todos.

Desde julho deste ano, a velocidade máxima permitida nas Marginais Pinheiros e Tietê foi reduzida de 90 km/h para 70 km/h, no caso dos carros, e de 70 km/h para 60 km/h no caso dos caminhões que trafegam pela pista expressa. Nas pistas locais, a diminuição foi de 70 km/h para 50 km/h e, na faixa central da Tietê, foi de 70 km/h para 60 km/h. Somente em 2014, 73 pessoas morreram em colisões e atropelamentos nas duas vias.

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