segunda-feira, 27 de abril de 2015

As cidades mais congestionadas do mundo (São Paulo não está entre as 10)

Num ranking das 146 cidades do mundo com mais de 800 mil habitantes e os piores congestionamentos, a capital paulista está na 36ª. posição, ou seja, bem distante das metrópoles aonde os problemas de trânsito são percebidos como mais críticos. Se considerarmos apenas o cenário nacional, São Paulo aparece em 5º. lugar, ainda melhor se comparado a outros centros urbanos como Rio de Janeiro, Salvador e Recife, que ostentam respectivamente o 1º., 2º. e 3º. lugares em território brasileiro. A avaliação consta na pesquisa divulgada no final de março pela fabricante holandesa de GPS, TomTom. De acordo com o estudo, o paulistano perde, em média, 77 horas por ano em engarrafamentos contra 99 horas perdidas pelos cariocas e 93 horas gastas pelos baianos, por exemplo. Mas, atualmente o lugar de pior trânsito no planeta, segundo a análise europeia, é Istambul, na Turquia.

A colocação de São Paulo na lista se deve, em grande parte, aos investimentos em mobilidade urbana que vêm sendo feitos pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Transportes (SMT), nos últimos dois anos. Antes de 2013, a cidade só dispunha de 90 km de faixas exclusivas para ônibus. Hoje, são 475,4 km de pistas exclusivas, dos quais 385,4 km implantados pela atual gestão. Além de priorizar os coletivos, outra frente de esforços se volta para os meios de transporte não motorizados. É o caso das bicicletas: antes de meados de 2014, existiam apenas 63 km de ciclovias; hoje, a malha para os ciclistas pedalarem por São Paulo já soma 268,9 km, dos quais 205,9 km sinalizados entre junho de 2014 e abril de 2015.

Essas duas iniciativas - associadas a outras como a discussão e elaboração do PlanMob (Plano Municipal de Mobilidade de São Paulo), a criação do fórum democrático representado pelo Conselho Municipal de Transporte e Trânsito (CMTT), a implantação de projetos diversos de Engenharia e Segurança de Tráfego, etc. – integram uma política de valorização do compartilhamento do espaço urbano, respaldada em uma mudança necessária de cultura no sentido de dar primazia ao transporte público e às alternativas que possam ser implementadas. Conheça mais detalhes da pesquisa holandesa neste infográfico.

Veja este mapa no link acima.

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